O artesanato entrou na vida de Lina depois que ela se aposentou de sua carreira como professora. Enfrentando um momento depressivo em sua vida, certa vez Lina estava em um restaurante e ouviu uma música muito bonita. Após o almoço, resolveu seguir aquela música, chegando então no Serviço Social do Comércio (SESC), na Av. Santos Dumont, Centro - João Pessoa/PB. No local estavam muitas idosas bonitas e arrumadas, o que chamou sua atenção, ainda mais pela sua condição emocional naquele momento, e assim, disse a si mesma: "Tem algo errado comigo. Eu vou saber como entrar nesse grupo!". E assim, começou a entrar nos grupos da melhor idade, grupos de dança, foi quando conheceu e participou como aluna de oficinas de artesanato, como pintura e crochê. Mas a relação com o SESC não acaba por aí. Desde 2009, Lina ministra oficinas de pedrarias para idosas, com alunos na faixa de 60-94 anos de idade..

Apesar de saber as técnicas artesanais do crochê, do bordado (ponto reto, vagonite, flores com fitas), da renda (tenerife), atualmente, Lina se dedica às pedrarias, desenvolvendo bolsas, mesa posta, porta-guardanapo (de 3 modelos diferentes), porta-talheres, entre outras peças. No entanto, seu carro chefe é o cobre-jarras, bastante vendido pela artesã.

Lina se sente muito bem sendo artesã, pois lhe traz satisfação, tirando-a do comodismo, poder estar em constante contato com outras pessoas, conversando, trocando conhecimentos, sendo assim, uma ocupação que lhe completa e preenche alegremente.

Após seis meses de fundação, no ano de 2016, Lina entrou na Artesol a convite de algumas membras fundadoras, e considera muito importante e precioso o incentivo e apoio dado por suas colegas. Por meio de Lina, uma outra artesã se integrou a Artesol, que já trouxe mais outras duas artesãs, tornando-se uma verdadeira rede solidária.

Lina participa das edições do Salão do Artesanato Paraibano desde o ano de 2016 (João Pessoa e Campina Grande) expondo suas peças, considerando o evento como o auge do artesanato paraibano, uma grande atração que atrai não só os nativos, mas os turistas que costumam visitar e sempre levar uma peça ou outra para seus países. Lina, por exemplo, teve peças suas levadas por turistas da Suíça, França (Paris) e Estados Unidos.

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